Livros em Destaque

José Genoino - escolhas políticas

Maria Francisca Pinheiro Coelho

ISBN - 978-85-88208-85-8

512 Páginas - Ilustrado - Preço: R$ 59,90

Acompanhei o trabalho de reconstrução da vida e carreira política de José Genoino feito por Maria Francisca Pinheiro Coelho. Trata-se de um relato minucioso, documental, exaustivo, em que consegue entrelaçar três correntes de acontecimentos: as transformações políticas do Brasil das quatro últimas décadas do século 20; a trajetória de vida (e quase morte) Severina de Genoino, enquanto indivíduo nordestino que sai da roça para lutar por uma sociedade brasileira mais justa e igualitária no espaço público do “asfalto” da grande cidade, especialmente São Paulo, mas que em seu élan juvenil seguiu instruções do seu partido (o PC do B) para montar a guerrilha na selva amazônica, no Araguaia; a participação dele na vida política na “polis”, no Congresso Nacional, como deputado.  

O que dá um valor especial ao trabalho da autora de recuperação e combinação desses filões é a condição de socióloga e sua capacidade sui generis de usar uma linguagem simples, acessível, cativante, para inserir as informações que coletou “ao vivo” e em “arquivos” em seu contexto histórico, devidamente circunscrito, e em seu emaranhado institucional. 

Por ser cearense, como Genoino, ela estava realmente “por dentro” das tensões sociais que marcaram o momento histórico, em que ambos nasceram politicamente. Ao ser capaz de distanciar-se e colocar-se como observadora externa, objetiva, soube reconhecer as tramas do “Sistema” (político e econômico) e unir as duas faces da sociedade que Habermas, teoricamente havia desmembrado em “Mundo da Vida” e “Sistema”. Maria Francisca consegue nos mostrar a interação dessas duas faces de uma mesma sociedade, suas feridas e seus esforços de superar as patologias, que até hoje caracterizam a sociedade brasileira. 

Barbara Freitag

Socióloga

Migração e Identidade - Olhares sobre o tema de Maria Jandyra Cavalcanti Cunha (org.), Milton Guran, Geraldo Hasse, Frederico Lucena de Menezes e Cristina Maria Teixeira Stevens foi escrito no entrecruzamento do tema da migração e da identidade com as diferentes experiências profissionais e a variedade de trajetórias de vida de seus autores. Teve seu lançamento realizado em Brasília dia 4 de maio último.

Princípios Elementares de Filosofia de Georges Politzer está de cara nova e com nova diagramação nesta 3ª edição lançada em abril último. Politzer encarregou-se de ensinar a ciência marxista, o materialismo dialético aos trabalhadores, dando-lhes um método de raciocínio que lhes permitisse compreender o nosso tempo, e orientando a sua ação, tanto na sua técnica como no domínio político e social.

Materialismo Histórico e Economia Marxista, obra em que Benedetto Croce critica a "lei da queda da taxa de lucro — lei que, se fosse exatamente estabelecida, como acreditava Marx, importaria nem mais nem menos que no fim automático e iminente da sociedade capitalista".

História Geral da Economia. Depois de estabelecer os conceitos fundamentais da economia, Max Weber se volta à Antiguidade, e de lá nos traz, até o desenvolvimento do capitalismo moderno, as formas e transições da vida sócio-econômica.

 

 

  

 

Educação Matemática - Vivências Refletidas, organizado por Renata Cristina Geromel Meneghetti e apresentado por Maria Aparecida Viggiani Bicudo, apresenta diversas vivências que poderão contribuir para a formação e reflexão de educadores, em particular, de educadores matemáticos. 

Além do Bem e do Mal, obra em que Nietzsche aborda a vontade do poder, que ultrapassa a simples geração de idéias, e propõe, com grande amplitude, uma forma de estar no mundo e atuar acima da vulgaridade. 

Minha Irmã e Eu, também de Nietzsche, esgotado, volta com nova capa e primoroso acabamento. É a obra derradeira e póstuma do pensador alemão cujo pano de fundo é o seu relacionamento incestuoso com sua irmã Elizabeth.

Estudos sobre Existencialismo,

Fenomenologia e Educação

Joel Martins e Maria Aparecida Viggiani Bicudo

ISBN  85-88208-73-3  -  112 págs. — R$ 22,00

Os procedimentos fenomenológicos podem auxiliar a compreender o fenômeno educação na sua realidade, à medida que olhamos atentivamente para as suas manifestações. Para compreender esse fenômeno, o modo de ser do ser do homem destaca-se como significativo pois sua característica é o cuidado, que é “cura”, que no discurso heideggeriano significa “pré-ocupação com”, essência da educação. Pensando assim, apresentamos um capítulo sobre O Existencialismo de Kierkegaard, outro sobre A Ontologia de Heidegger e um terceiro sobre A Filosofia da Educação Centrada no Aluno que mostra possibilidades de trabalhar-se com algumas noções, contidas naqueles capítulos, em educação. Neste último, apresentamos um estudo sobre tentativas de trabalhar com idéias do Existencialismo e da Fenomenologia em Educação, explicitando modos de a Educação ser efetuada segundo concepções existencial e fenomenológica. É importante ficar claro que a Educação Centrada no Aluno é vista por nós apenas como uma das possibilidades de fazer fluir o pensar do Existencialismo e da Fenomenologia na Educação. Mas compreendemos que as idéias dessas correntes filosóficas permanecem abertas, como imensos campos para serem estudados e viabilidade para um autêntico re-pensar o ser da Educação.

O que é a Fenomenologia?

André Dartigues

ISBN - 85-88208-37-7 — 152 págs. — R$ 33,00

Segundo a etimologia, a fenomenologia é o estudo ou a ciência do fenômeno. Como tudo o que aparece é fenômeno, o domínio da fenomenologia é praticamente ilimitado e não poderíamos, pois, confiná-la numa ciência particular. A história do termo pode ser mais esclarecedora do que sua mera etimologia, se admitimos que a fenomenologia representa um momento da história da filosofia. 
O primeiro texto em que figura esse termo, de Lambert, entende por fenomenologia a teoria da ilusão sob suas diferentes formas. Kant retoma o termo e o designa como “phaenomenologia gene-ralis”, a disciplina propedêutica que deve, segundo ele, preceder a metafísica. Mas é com a Fenomenologia do Espírito de Hegel que o termo entra definitivamente na tradição filosófica para em seguida vir a ser de uso corrente. Não é, contudo, a fenomenologia hegeliana que iria se perpetuar no século XX sob a forma do movimento de pensamento que traz o nome de fenomenologia. O verdadeiro iniciador desse movimento devia ser Husserl, que deu um conteúdo novo a uma palavra já antiga. Husserl procura substituir uma fenomenologia limitada por uma ontologia impossível e outra que absorve e ultrapassa a fenomenologia por uma fenomenologia que dispensa a ontologia como disciplina distinta, que seja, pois, à sua maneira, ontologia — ciência do ser.

A Memória Coletiva

Maurice Halbwachs

Nova tradução de Beatriz Sidou - 2006

ISBN - 85-88208-58-X — 198 págs. — R$ 29,50

Em sua obra Maurice Halbwachs mostra-se um correto durkheimiano. Se, ao falar das classes sociais e, em seguida, do suicídio, ele ultrapassa o pensamento do mestre da Escola francesa, sua análise da memória assemelha-se diretamente à inspiração das formas elementares da vida religiosa. O autor demonstra que é impossível conceber o problema da evocação e da localização das lembranças se não tomarmos para ponto de aplicação os quadros sociais reais que servem de ponto de referência nesta reconstrução que chamamos memória.
Situa-se, em Halbwachs, uma notável distinção entre a “memória histórica”, de um lado, que supõe a reconstrução dos dados fornecidos pelo presente da vida social e projetada no passado reinventado; e a “memória coletiva”, de outro, aquela que recompõe magicamente o passado. Entre essas duas direções da consciência coletiva e individual desenvolvem-se as diversas formas de memória, cujas formas mudam conforme os objetivos que elas implicam.
É surpreendente como as últimas análises de Maurice Halbwachs, pouco tempo antes de sua deportação e seu assassinato pelos nazistas, abrem um novo caminho para o estudo sociológico da vida cotidiana.

Tradições Nobiliárias Internacionais e

sua integração ao Direito Civil Brasileiro

Mário de Méroe

ISBN - 85-88208-60-1 — 432 págs. — R$ 65,00

O processo de reciprocidade de relações culturais entre os povos traz crescentes transformações às sociedades humanas. Na esteira da saga globalizante que se instaurou no universo, observa-se a transmigração de costumes nobiliários peregrinos, até então pertencentes a universos sociais e geográficos restritos, sugerindo a possibilidade de seu aditamento à cultura brasileira. O livro examina os efeitos desse intercâmbio jurídico-cultural sob o aspecto da sucessão nobiliária, bem assim, sua influência nas relações atuais entre os jurisdicionados. Discorre sobre o moderno Direito Nobiliário e questões remanescentes das antigas relações jurídicas emanadas das cartas de nobreza. A sucessão nobiliária poderá ser discutida no Brasil?  O autor analisou vasta jurisprudência estrangeira, demonstrando a verossimilhança de recentes decisões pretorianas com as perspectivas de sua integração à militância forense pátria.

A Centauro Editora reafirma seu compromisso com o público, enriquecendo sempre que possível seu catálogo com novas obras que permitam a difusão e a integração do conhecimento.